Três décadas depois da tragédia que encerrou a trajetória dos Mamonas Assassinas, uma banda de Jaú prova que irreverência não tem prazo de validade. Mesmo sem ter vivido a febre dos anos 1990, o grupo jauense mantém no palco o espírito debochado e a energia que transformaram o quinteto em fenômeno nacional.

O projeto nasceu em 2015, quase como piada interna em audições de uma escola de música da cidade. João Gromboni, hoje com 30 anos, começou a cantar sucessos como “Pelados em Santos” durante os ensaios e a “brincadeira” ganhou figurino, encenação e plateia animada. O que era improviso virou show organizado.

Do festival estudantil ao Teatro Municipal, a banda conquistou espaço na região. O primeiro espetáculo oficial, transferido às pressas por causa da chuva, pode não ter lotado a casa, mas consolidou o grupo como atração local.

Hoje, com integrantes morando em cidades diferentes, os encontros são menos frequentes. Ainda assim, ao menos uma vez por ano, eles se reúnem para reviver o repertório que marcou gerações e mostrar que, em Jaú, o “puro suco do Brasil” continua sendo servido com guitarra alta e bom humor. 🎸